Entramos no horário do turno
Se a doca abre às cinco da manhã, é às cinco que chegamos. Boa parte do que trava a operação acontece na virada de turno, na troca de encarregado e na primeira hora, e nada disso aparece em visita marcada para as dez.

Organizamos a operação de armazéns, transportadoras e distribuidoras com 30 a 300 funcionários. Acompanhamos o turno dentro do galpão, cronometramos cada etapa, desenhamos o fluxo que existe hoje e entregamos o procedimento escrito de cada posto, os checklists de conferência e a carta de passagem de turno. Começamos por uma visita técnica de duas horas em Teresópolis ou nas cidades vizinhas.
Cada frente pode ser contratada sozinha ou junto com as outras. Abaixo está o nome de cada uma e o que exatamente é feito e entregue.
Desenho do fluxo de recebimento, armazenagem, separação e expedição como ele funciona hoje. Entrega: fluxograma atual, procedimento escrito de cada posto e a lista dos pontos em que o material espera ou volta atrás.
Cronometragem de descarga, conferência, endereçamento e separação no próprio posto. Entrega: planilha de tempos por etapa, tempo de referência de cada tarefa e o cálculo de quantas pessoas o turno pede em cada faixa de horário.
Organização das ruas do galpão, definição de ponto de pedido por item e troca da contagem geral por contagem cíclica. Entrega: mapa de endereçamento, planilha de parâmetros e o procedimento de tratamento de divergência.
Definição dos pontos em que a carga precisa ser conferida e de quem assina cada conferência. Entrega: checklist de doca, checklist de saída, formulário de avaria e a rotina semanal de leitura desses registros.
Sequência de cargas por janela horária e regra de chegada de motorista. Entrega: quadro de janelas, escala de turno, carta de passagem de turno e o calendário de conferências do mês.
Ninguém descreve o próprio trabalho como ele é de verdade — descreve como deveria ser. Por isso a primeira semana é de olhar, cronometrar e perguntar, e nada é proposto antes de o desenho estar de pé.
Se a doca abre às cinco da manhã, é às cinco que chegamos. Boa parte do que trava a operação acontece na virada de turno, na troca de encarregado e na primeira hora, e nada disso aparece em visita marcada para as dez.
Medimos quanto tempo leva descarregar, conferir, endereçar e separar, quantos metros o separador anda por pedido e quantas vezes a mesma caixa é tocada. Sem esses números, discussão de processo vira disputa de opinião.
Conversamos com conferente, separador, empilhadeirista, motorista e encarregado, um a um, longe do gestor. A versão da gerência e a versão do piso quase nunca coincidem, e a diferença entre as duas já é metade do retrato da operação.
Passamos o fluxo para o papel na reunião, com quem executa olhando e corrigindo. Quando um quadrado está errado, alguém do piso fala na hora — e é isso que impede o desenho bonito e falso.
Cada mudança sai com nome de quem responde, data de início e o documento que a sustenta. Combinação que existe só na memória da reunião dura até a primeira semana cheia.
Cada etapa termina em alguma coisa que dá para abrir, ler e discordar: uma planilha de tempos, um desenho, uma folha de posto. Nada avança por concordância verbal.
Agendar uma visitaDuas horas com a direção e o encarregado para escolher quais processos entram no trabalho e quais ficam de fora desta rodada.
Caminhada pelo galpão inteiro, do portão à expedição, com fotos, medidas de distância e a lista dos postos que serão observados.
Três turnos inteiros ao lado de quem executa, com planilha de tempos preenchida no próprio posto.
Conversas de quarenta minutos com cada função envolvida, gravadas só com autorização e transcritas em resumo.
O desenho do processo atual, com os pontos onde o material espera, volta atrás ou é conferido duas vezes.
Meio dia com piso e gerência na mesma sala para redesenhar o fluxo trecho por trecho, com quem executa segurando a caneta.
Folha de cada posto, checklist de conferência e a carta de passagem de turno, escritas na linguagem de quem vai usar.
Visitas curtas para ver a regra em uso, ouvir reclamação de quem a segue e corrigir o que não coube na realidade do galpão.
De um processo isolado ao acompanhamento de toda a operação, com a papelada revisada a cada visita.

Conte qual etapa costuma atrasar a expedição. Marcamos uma visita de duas horas, andamos pelo galpão junto com você e devolvemos por escrito o que dá para tratar primeiro.
Relatos de operações que passaram pelo trabalho nos últimos dois anos, publicados com autorização de cada empresa.
A mesma caixa era conferida na doca e de novo no endereçamento. Acompanhamos dois turnos, medimos as duas conferências e juntamos as duas numa só, com etiqueta assinada. Ficou a folha do posto de recebimento e o checklist de doca.
O separador andava o galpão inteiro por pedido. Medimos o percurso de cinquenta pedidos e reorganizamos o endereçamento por giro. Ficou o mapa de ruas e a regra de reposição do picking.
Carretas esperavam doca sem ordem definida. Montamos a fila por janela horária com aviso ao motorista. Ficou o quadro de janelas e o procedimento de chegada.
O turno da noite recebia recado por bilhete solto. Escrevemos a carta de passagem com seis campos fixos. Ficou o bloco impresso e a rotina de dez minutos na virada.
A contagem parava o galpão por um dia inteiro. Trocamos por contagem cíclica por rua, com calendário. Ficou a planilha de ciclos e a folha de divergência.
Caixa amassada voltava para o estoque sem ninguém saber de onde vinha. Criamos o registro de avaria com foto na entrada. Ficou o formulário e a rotina semanal de leitura dele.
As dúvidas que aparecem antes de abrir o galpão para alguém de fora.
Não. O acompanhamento é feito com o galpão trabalhando normalmente: ficamos ao lado do posto, sem interromper quem executa. As únicas paradas combinadas são a reunião de partida e a oficina de redesenho, e as duas são marcadas no horário que menos atrapalha a expedição.
Vai, na primeira hora. Por isso o trabalho começa com uma conversa aberta com todo o turno, explicando o que estamos medindo e o que não estamos. As entrevistas são individuais e o relatório não traz nome de ninguém ligado a um erro.
Seis semanas é o prazo comum de um redesenho completo, contando as pausas em que esperamos dados de vocês. Um levantamento de processo isolado sai em quatro.
Não. Trabalhamos com o que existe, inclusive com caderno e planilha. Quando o sistema atrapalha mais do que ajuda, isso entra no relatório como está, com a tela impressa junto.
O fluxo atual desenhado, o fluxo proposto, a folha de cada posto tocado, os checklists de conferência, a carta de passagem de turno e um relatório com os tempos medidos. Tudo em arquivo editável e em versão impressa para a parede.
No formato de operação acompanhada, sim: visita quinzenal, leitura dos indicadores combinados e revisão das folhas que não estão sendo usadas. Nos outros formatos, quatro semanas de acompanhamento já vão incluídas.
Marcamos uma visita de duas horas no seu horário de pico, andamos pelo galpão junto com o encarregado e devolvemos por escrito o que dá para tratar primeiro e o que exige um trabalho maior.
Conte que operação você tem, quantos turnos ela roda e qual etapa mais atrasa o dia.
| Dado | Conteúdo |
|---|---|
| Endereço | Rod. Dr. Rogério de Moura Estevão 5307 — Teresópolis, RJ, CEP 25975-442 |
| Registro | CNPJ 65.168.660/0001-21 |
| Semana | Segunda a sexta, das 9h30 às 17h30 |
| Sábado | Sábados, das 9h30 às 14h30 |
| Domingo | fechado |
| Telefone | +55 21 93839-9544 |
| [email protected] |
