Casos
Todos os casos dos últimos dois anos, na ordem em que foram encerrados.

Tarefa, o que fizemos, o que ficou na casa
Relatos de operações que passaram pelo trabalho nos últimos dois anos, publicados com autorização de cada empresa.
Armazém de autopeças
A mesma caixa era conferida na doca e de novo no endereçamento. Acompanhamos dois turnos, medimos as duas conferências e juntamos as duas numa só, com etiqueta assinada. Ficou a folha do posto de recebimento e o checklist de doca.
Distribuidora de material elétrico
O separador andava o galpão inteiro por pedido. Medimos o percurso de cinquenta pedidos e reorganizamos o endereçamento por giro. Ficou o mapa de ruas e a regra de reposição do picking.
Transportadora regional
Carretas esperavam doca sem ordem definida. Montamos a fila por janela horária com aviso ao motorista. Ficou o quadro de janelas e o procedimento de chegada.
Centro de distribuição de bebidas não alcoólicas
O turno da noite recebia recado por bilhete solto. Escrevemos a carta de passagem com seis campos fixos. Ficou o bloco impresso e a rotina de dez minutos na virada.
Operador logístico de cosméticos
A contagem parava o galpão por um dia inteiro. Trocamos por contagem cíclica por rua, com calendário. Ficou a planilha de ciclos e a folha de divergência.
Armazém de embalagens
Caixa amassada voltava para o estoque sem ninguém saber de onde vinha. Criamos o registro de avaria com foto na entrada. Ficou o formulário e a rotina semanal de leitura dele.
Rede de lojas de ferragens
A loja pedia ao depósito por sensação de falta. Definimos ponto de pedido por item com base em três meses de saída. Ficou a planilha de parâmetros e o procedimento de pedido.
Fábrica de móveis com estoque próprio
Carga saía sem checagem contra o romaneio. Colocamos dupla assinatura na porta do caminhão. Ficou o checklist de saída e o relatório semanal de divergências.
O que a direção pergunta antes de abrir o galpão
As dúvidas que aparecem antes de abrir o galpão para alguém de fora.
Vocês param a operação para fazer isso?
Não. O acompanhamento é feito com o galpão trabalhando normalmente: ficamos ao lado do posto, sem interromper quem executa. As únicas paradas combinadas são a reunião de partida e a oficina de redesenho, e as duas são marcadas no horário que menos atrapalha a expedição.
A equipe vai achar que é fiscalização?
Vai, na primeira hora. Por isso o trabalho começa com uma conversa aberta com todo o turno, explicando o que estamos medindo e o que não estamos. As entrevistas são individuais e o relatório não traz nome de ninguém ligado a um erro.
Quanto tempo leva do começo à entrega?
Seis semanas é o prazo comum de um redesenho completo, contando as pausas em que esperamos dados de vocês. Um levantamento de processo isolado sai em quatro.
Precisamos ter sistema para começar?
Não. Trabalhamos com o que existe, inclusive com caderno e planilha. Quando o sistema atrapalha mais do que ajuda, isso entra no relatório como está, com a tela impressa junto.
O que exatamente é entregue no fim?
O fluxo atual desenhado, o fluxo proposto, a folha de cada posto tocado, os checklists de conferência, a carta de passagem de turno e um relatório com os tempos medidos. Tudo em arquivo editável e em versão impressa para a parede.
Vocês acompanham depois da entrega?
No formato de operação acompanhada, sim: visita quinzenal, leitura dos indicadores combinados e revisão das folhas que não estão sendo usadas. Nos outros formatos, quatro semanas de acompanhamento já vão incluídas.
Comece contando qual etapa costuma segurar a saída da carga
Marcamos uma visita de duas horas no seu horário de pico, andamos pelo galpão junto com o encarregado e devolvemos por escrito o que dá para tratar primeiro e o que exige um trabalho maior.